Vazios de informação: a nova tendência da comunicação na era da pandemia.

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Para onde quer que olhemos, o Coronavírus (COVID-19) veio para mudar o mundo em que vivemos. Primeiro ele nos assustou, depois nos trancou em casa e, o pior de tudo, ainda falta um longo caminho para chegarmos ao fim do túnel.

Porém, dependendo de como olharmos a situação, em tudo isso há alguma coisa positiva: para todos aqueles que se resistiam ao mundo digital, agora estão aprendendo que isto deixou de ser uma opção para se tornar realmente A opção. E um caminho sem volta. 

Nos lugares que tiveram medidas de confinamento (praticamente no mundo inteiro), o uso das redes sociais e mensagens instantâneas cresceu mais de 50%. O Twitter, que estava presenciando alguns desafios nos mercados , aumentou seu tráfego em 23% (dados do ABC da Espanha); os sites de notícias aumentaram o número de visitantes em mais de 6% e os sites governamentais em todo o mundo em 20% (estatísticas da Similar Web).

No entanto, embora houve um aumento no volume de consumo da Internet, o investimento em publicidade global diminuiu 8,2% em 2020 e no Brasil, essa queda foi ainda mais expressiva, chegando a  20%, de acordo com o relatório AdSpend Report da Dentsu. As empresas reduziram os seus investimentos já que, geralmente, o marketing e a publicidade são as primeiras áreas afetadas em épocas de crise . 

Mas, então, quais foram/são/estão sendo as alternativas que surgiram  neste mundo tão conectado? 

As principais fontes de informação migraram não só para as redes sociais, mas para o digital no geral, onde se prevê um crescimento em 2021 de 10,1% a nível global. No Brasil, de acordo com o estudo “Impactos da Covid-19 no Investimento de Mídia do Brasil”, realizado pela Nielsen em parceria com o IAB, 45% disseram que devem aumentar o investimento em anúncios digitais em 2021. Isso inclui praticamente todos os formatos.  Logo, além das plataformas de Search, vídeo e Social Media, também veremos mais conteúdos veiculados em fontes diretas de mídia online como as páginas com conteúdo relevante e sobretudo para comunidades privadas. 

A pandemia obrigou as empresas a evoluir no olhar e na forma de executar campanhas de comunicação. Passaram do  que estava sendo feito antes, para um modelo digital de relações ainda mais próximas… e por isso que, as relações públicas digitais cobraram maior importância,  tornando a comunicação no geral, numa comunicação mais híbrida, mais criteriosa e mais sensível. Sendo assim, temos que falar de vazios ou lacunas de informação. Quando as pessoas navegam pela rede, e pelas suas redes sociais, veem muita informação, e desinformação. No final das contas recebe todo tipo de informação: correta e incorreta.  Infelizmente essa última, viraliza rapidamente por conta da ‘falta de informação». Ou seja, todo o vazio de informação (falta de conhecimento num tema) será preenchido pelo que estiver disponível no momento. E se tornará verdade na medida que a veja mais frequentemente. Mas isto o que traz de implicações?      

1. Precisa-se mais do que nunca, compreender realmente a discussão nos meios digitais, o que é dito e, acima de tudo, o que não é dito, e construir sobre isso. Daqui o conceito de preencher os vazios de informação e a sua importância. 

2. Evoluir para o modelo de comunidades segmentadas por interesses e comportamentos. Essas comunidades por natureza são “unbranded”, não são de marca, nem pertencem a ninguém, mas são formadoras de opinião e fonte de referências para diferentes temas.

3. Criar campanhas de relações públicas “unbranded” (sem menção à marca) e colaterais (com menção da marca por terceiros) que preencham os vazios de informação nessas comunidades. Um bom exemplo de quem faz isso muito bem são os ativistas (cada vez mais presentes no nosso dia a dia).

4. E só nesse momento, quando a discussão da audiência puder se conectar com o que a marca deseja posicionar, criar mensagens de valor e experiência que influenciam positivamente o público.

A lacuna ou vazio já está aberto, cabe a nós preencher esses vazios de informação ou deixar que a concorrência ou terceiros os preencham sem sempre ser de maneira mais positiva.

A Metrics é uma Agência Internacional de Inteligência, Ciência de Dados e Relações Públicas que proporciona soluções de inteligência em temas de comunicação.